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Superintendente investigado por fraude em UPAs é exonerado de cargo em Palmas

Andreis Vicente da Costa, superintendente de Atenção à Saúde preso por suspeita de corrupção na terceirização das UPAs, foi exonerado a pedido seis dias após a prisão.

Por Redação Zero Um · 17 de junho de 2026 às 10:50
Superintendente investigado por fraude em UPAs é exonerado de cargo em Palmas

O superintendente de Atenção à Saúde da Prefeitura de Palmas, Andreis Vicente da Costa, foi exonerado do cargo na terça-feira (16), seis dias após ser preso em operação que investiga irregularidades na terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital. A exoneração, publicada no Diário Oficial do Município, ocorreu a pedido do próprio servidor.

Andreis ocupava cargo de assessoria especial vinculado à Secretaria Municipal de Saúde e foi preso no dia 10 de junho, na mesma operação que prendeu a secretária municipal de Saúde, Dhieine Caminski. A Polícia Civil investiga suspeitas de corrupção, falsidade ideológica e direcionamento na contratação da entidade responsável pela gestão das UPAs.

O contrato, firmado sem licitação com a Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, tem valor estimado em R$ 139 milhões. A empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva, apontada como intermediadora, se apresentou à polícia na segunda-feira (15) após cinco dias foragida. A defesa informou que ela estava em viagem.

Segundo a Divisão Especializada de Repressão à Corrupção (Decor), há indícios de pagamento de propina. A locação de uma BMW de luxo pela empresária investigada, um dia antes da assinatura da dispensa de licitação, teria sido usada como forma indireta de pagamento ao superintendente, que usava o veículo com frequência. O custo da locação, de R$ 9,5 mil mensais, seria incompatível com a renda do servidor.

Apesar das prisões e do avanço das investigações, a terceirização das UPAs continua em vigor. Em maio, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) entendeu que uma suspensão imediata poderia comprometer o atendimento de urgência e emergência em Palmas. A Corte ressaltou que a decisão não analisa a legalidade da parceria, que segue sendo discutida na Justiça Estadual do Tocantins.

A Prefeitura de Palmas afirmou que o termo de cooperação está sendo analisado pelo Judiciário e que tem colaborado com as investigações, fornecendo as informações solicitadas.

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