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Prefeitura de Palmas exonera 33 assessores parlamentares após recomendação do MP

A Prefeitura de Palmas exonerou todos os assessores parlamentares lotados em secretarias municipais, atendendo a uma recomendação da Procuradoria-Geral de Justiça que apontou inconstitucionalidade na criação dos cargos.

Por Redação Zero Um · 01 de julho de 2026 às 10:50
Prefeitura de Palmas exonera 33 assessores parlamentares após recomendação do MP

A Prefeitura de Palmas optou por exonerar todos os assessores parlamentares (nível I e II) lotados nas secretarias municipais. A decisão atende a uma recomendação do procurador-geral de Justiça, Abel Andrade, que viu inconstitucionalidade material na criação destes cargos na estrutura do Poder Executivo.

Ao todo, 33 servidores deixaram a administração, entre eles nomes como os ex-vereadores Rogério Freitas e Laudecy Coimbra, e João Petion Corado, suplente na atual Legislatura da Câmara.

Em maio, a PGJ recomendou a revogação dos dispositivos da legislação que criou o cargo de assessor parlamentar por afronta à regra do concurso público e ao nítido desvio de finalidade. “Observa-se evidente inadequação formal e material na alocação de funções típicas de parlamento na estrutura estrita do Poder Executivo, caracterizando nítido desvio de finalidade institucional e vulnerando os princípios da moralidade e da lógica administrativa”, argumentou Abel Andrade.

Quem destacou a publicação da Portaria foi o vereador Vinícius Pires (Republicanos), que foi quem denunciou o caso à Procuradoria-Geral de Justiça. A representação do vereador apontou ainda para o custo anual estimado em R$ 5,9 milhões e indícios de nepotismo cruzado — com parentes de vereadores e deputados entre os nomeados -, caso que também está em apuração pelo Ministério Público.

“Fiscalizar com seriedade, com provas e com fundamento jurídico, gera resultados concretos. Esta é uma vitória da população de Palmas”, afirmou Vinicius Pires.

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