Eleições 2026: especialista alerta para riscos de desinformação e deepfake
Com a proximidade do período eleitoral, cresce a preocupação com o uso de inteligência artificial para disseminar informações falsas e manipular a opinião pública.

Em artigo publicado nesta quinta-feira (23), o advogado especialista em Direito Eleitoral Luiz Francisco de Oliveira analisa os desafios impostos pela desinformação e pelas deepfakes nas eleições de 2026. O texto destaca que, apesar dos avanços na legislação, a velocidade da tecnologia exige constante atualização das regras.
Oliveira diferencia desinformação — disseminação deliberada de informações falsas — de notícias falsas, que são propagadas como se fossem verdade. Ambos os fenômenos se espalham rapidamente em redes sociais, potencializados por bots e contas automatizadas, com o objetivo de influenciar eleitores.
O autor lembra que resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proíbem o uso de deepfake para criar ou alterar imagem ou voz de pessoas reais com intuito de prejudicar ou favorecer candidaturas. Também é vedado o impulsionamento de conteúdos gerados por inteligência artificial nas 72 horas anteriores e nas 24 horas posteriores ao pleito.
Apesar das regras, Oliveira aponta dificuldades de fiscalização, como a viralização de áudios e vídeos falsos em mensagens criptografadas e a origem estrangeira de muitos conteúdos. Ele defende cooperação internacional, uso de IA para detecção de mídias sintéticas e investimento em alfabetização digital da população.
O artigo conclui que, mesmo com punições severas, candidatos e grupos políticos continuam a testar os limites da lei, explorando brechas e mecanismos de engajamento nas redes. A tecnologia deepfake, segundo o autor, torna cada vez mais tênue a linha entre realidade e manipulação.



