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Sítio arqueológico com vestígios de aldeia Avá-Canoeiro é aberto à visitação em Talismã

O Sítio Arqueológico Furtunato Pinto do Nascimento, que preserva artefatos de uma antiga aldeia indígena Avá-Canoeiro, foi oficialmente aberto ao público no município de Talismã.

Por Redação Zero Um · 27 de junho de 2026 às 10:20
Sítio arqueológico com vestígios de aldeia Avá-Canoeiro é aberto à visitação em Talismã

O município de Talismã oficializou a abertura para visitação pública do Sítio Arqueológico Furtunato Pinto do Nascimento, área reconhecida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como patrimônio arqueológico. O local reúne vestígios de uma antiga aldeia do povo Avá-Canoeiro, com artefatos do período pré-colonial.

O sítio ocupa 957,18 hectares, com perímetro de 18,57 quilômetros, e é protegido por cercas instaladas sob supervisão do Iphan. A área também possui restrições a atividades econômicas, garantindo a conservação dos vestígios. Entre os materiais encontrados estão fragmentos de cerâmica da tradição Aratu/Uru, uma mão de pilão lítica e pedras lascadas usadas como ferramentas.

Segundo a Prefeitura de Talismã, os artefatos reforçam evidências da presença dos Avá-Canoeiro na região até o confronto na Ilha do Tropeço, em 1740, quando o grupo enfrentou tropas coloniais. Após estudos técnicos do Iphan, o município publicou decreto reconhecendo a relevância cultural da área e estabelecendo mecanismos de proteção.

O sítio recebeu o nome de Furtunato Pinto do Nascimento em homenagem ao proprietário da área onde os vestígios foram encontrados, em 2025, após sua morte. Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente e Defesa Civil, João Carlos, foi Furtunato quem preservou e difundiu informações sobre os vestígios arqueológicos na propriedade.

A abertura do espaço visa incentivar educação patrimonial, pesquisas científicas e turismo cultural. As visitas devem ser agendadas previamente junto à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Defesa Civil ou ao Instituto Anjos da Selva. Para o superintendente do Iphan no Tocantins, Danilo Curado, a iniciativa fortalece a preservação da memória e das referências culturais da região.

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