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MPE recomenda reestruturação do curso de Medicina da Unirg por notas baixas no Enade desde 2010

O Ministério Público Estadual recomendou à Universidade de Gurupi (Unirg) uma série de medidas para corrigir deficiências no curso de Medicina, que acumula conceitos insatisfatórios em avaliações nacionais desde 2010.

Por Redação Zero Um · 31 de julho de 2026 às 12:00
MPE recomenda reestruturação do curso de Medicina da Unirg por notas baixas no Enade desde 2010

O Ministério Público Estadual (MPE) recomendou à Universidade de Gurupi (Unirg) a adoção de um plano de reestruturação acadêmica e pedagógica para o curso de Medicina, após investigações apontarem problemas estruturais, sanitários e de qualidade de ensino. A recomendação foi encaminhada à reitoria, à presidência da fundação, à coordenação do curso e à diretoria do Ambulatório de Saúde Comunitária.

Entre as irregularidades identificadas, destacam-se o desempenho insatisfatório no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2025, com conceito 2 e apenas 57,4% dos estudantes atingindo o nível mínimo de proficiência. O curso também mantém conceito 2 no Conceito Preliminar de Curso (CPC) do Enade nos ciclos de 2010, 2013, 2016 e 2019, evidenciando um histórico de baixo rendimento.

As diligências do MPE constataram ainda a superlotação de turmas, com salas de 70 a 80 alunos, deficiência na metodologia de Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL), falta de capacitação docente, problemas na infraestrutura como infiltrações e mofo, além de falhas nos laboratórios e no ambulatório, apontadas pelo Conselho Regional de Medicina do Tocantins (CRM).

A recomendação estabelece prazos: em 30 dias, a Unirg deve apresentar um plano de reestruturação com metas e orçamento; em 15 dias, deve informar as providências adotadas. Também são recomendadas a capacitação permanente dos docentes, a adequação do número de alunos por turma, a reorganização do internato, reformas no campus, atualização do acervo bibliográfico e a criação de simulados periódicos.

O MPE alerta que o não cumprimento das medidas pode levar a ações judiciais, como ação civil pública, e representação aos órgãos reguladores. A reportagem solicitou posicionamento da Unirg, mas não obteve resposta até a publicação.

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