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Taxa de desemprego no Brasil atinge 5,6% em maio, menor nível da série histórica

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio de 2026, o menor índice já registrado para o período desde o início da série histórica, em 2012.

Por Redação Zero Um · 26 de junho de 2026 às 16:21
Taxa de desemprego no Brasil atinge 5,6% em maio, menor nível da série histórica

Dados divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a taxa de desemprego no país se manteve estável no trimestre encerrado em maio de 2026, atingindo 5,6%. O índice representa o menor patamar já registrado para o período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012.

Em comparação com o trimestre anterior, encerrado em fevereiro, quando a taxa foi de 5,8%, o recuo foi considerado estatisticamente estável. Ainda assim, o resultado reforça o cenário de aquecimento do mercado de trabalho brasileiro. Segundo o levantamento, cerca de 6,1 milhões de brasileiros estavam em busca de emprego no período.

O analista da pesquisa, William Kratochwill, destacou que a estabilidade observada é típica da sazonalidade do mercado, mas o menor índice da série histórica evidencia uma tendência consistente de expansão da ocupação. Outro dado positivo foi a redução da população desalentada, que caiu 10,2% em relação ao trimestre anterior, passando para 2,4 milhões de pessoas.

A informalidade também apresentou leve queda, passando de 37,5% para 37,3% da população ocupada. O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado permaneceu estável, em 39,3 milhões, enquanto os empregados sem carteira somaram 13,4 milhões. Já os trabalhadores por conta própria continuaram em torno de 26 milhões.

Entre os setores que registraram crescimento no número de ocupados, destacam-se transporte, armazenagem e correio, com alta de 3%, e administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais, que cresceram 3,1%. A taxa de subutilização da força de trabalho recuou de 14,1% para 13,3%. O rendimento médio real habitual dos trabalhadores ficou em R$ 3.726, mantendo estabilidade na comparação trimestral.

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