Desemprego no Brasil cai para 5,4% e atinge menor nível da série histórica
A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,4% no trimestre encerrado em junho de 2026, o menor índice desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012.

Dados divulgados nesta quinta-feira (30) pelo IBGE mostram que a taxa de desemprego caiu 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (5,6%) e 0,7 ponto percentual ante o trimestre encerrado em março (6,1%). Na comparação com o mesmo período de 2025, o recuo foi de 0,4 ponto percentual. Cerca de 5,9 milhões de brasileiros ainda buscam trabalho.
A população desalentada — pessoas que desistiram de procurar emprego — também diminuiu, caindo 14,7% no trimestre, para 2,3 milhões, uma redução de 395 mil pessoas. O número de subocupados por insuficiência de horas trabalhadas caiu 6,6%, mas ainda atinge 4,1 milhões de brasileiros.
Apesar da melhora nos indicadores de desemprego, a informalidade avançou. O número de trabalhadores informais cresceu 2,2%, com a entrada de aproximadamente 288 mil pessoas nessa condição. O contingente de empregados com carteira assinada no setor privado permaneceu estável em 39,4 milhões, enquanto os sem carteira subiram para 13,6 milhões.
Entre os setores que mais ampliaram a ocupação estão transporte, armazenagem e correio (alta de 3,9%, ou mais 235 mil pessoas) e administração pública, educação, saúde e serviços sociais (crescimento de 2,6%, equivalente a 489 mil novos ocupados). Os demais segmentos ficaram estáveis.
O rendimento médio real habitual dos trabalhadores ficou em R$ 3.738, sem variação significativa em relação ao trimestre anterior. A massa de rendimento real habitual também permaneceu estável, totalizando R$ 380,3 bilhões.



