Queda do desemprego para 5,3% é celebrada, mas especialista alerta para desafios da qualidade do trabalho
A redução da taxa de desemprego para 5,3% no trimestre encerrado em julho, a menor da série histórica, é um avanço, mas o professor João Portelinha ressalta que é preciso garantir trabalho de qualidade e renda suficiente.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho, o menor nível desde o início da série histórica. O número é comemorado por muitos, mas o professor universitário João Portelinha, em sua coluna, faz uma reflexão sobre o que esses dados representam para a vida das pessoas.
Portelinha destaca que, por trás de cada ponto percentual, há histórias de famílias que voltam a planejar o futuro, jovens que conseguem o primeiro emprego e pais que chegam em casa com a notícia de uma nova oportunidade. Ele ressalta que o desemprego não é apenas uma estatística, mas uma experiência humana que impacta a autoestima, os relacionamentos e os sonhos.
Apesar do avanço, o professor alerta que a taxa de 5,3% não conta a história completa. Muitos trabalhadores ainda enfrentam dificuldades com o custo de vida, e o salário muitas vezes não é suficiente para cobrir todas as despesas. Ele defende que o país precisa transformar a ocupação em trabalho de qualidade, com renda adequada e melhoria real na vida das pessoas.
Por fim, Portelinha conclui que a notícia é boa e deve ser celebrada, mas sem euforia. Ele acredita que o número mais importante é a tranquilidade de uma família quando alguém consegue um emprego, e que isso depende de políticas públicas que deem continuidade aos avanços econômicos. O professor também ressalta a importância de escolhas conscientes nas próximas eleições para manter e aprofundar essas conquistas.



