Polícia Civil conclui inquérito e indicia 10 por fraudes em UPAs de Palmas
A Polícia Civil do Tocantins indiciou dez pessoas por fraudes na contratação da gestão das Unidades de Pronto Atendimento de Palmas, incluindo a ex-secretária Dhieine Caminski.

A Divisão Especializada de Repressão à Corrupção (DECOR) concluiu o inquérito da Operação Falsa Emergência, que investigou irregularidades na contratação da administração das UPAs da capital. O relatório aponta crimes como peculato-desvio, corrupção ativa e passiva, associação criminosa e lavagem de capitais.
De acordo com as investigações, houve simulação cronológica de documentos para dar aparência legal ao contrato. A apuração teve início a partir de requisição do Ministério Público e incluiu análises documentais, diligências de campo, monitoramentos, oitivas e exames de informações financeiras e patrimoniais.
Foram identificados indícios de direcionamento, supressão de etapas legalmente exigidas, elaboração de documentos incompatíveis com a cronologia dos fatos e possíveis irregularidades na aplicação de recursos públicos. O esquema contava com atuação coordenada entre servidores públicos e particulares.
Três investigados permanecem presos preventivamente: Dhieine Caminski, ex-secretária; Andreis Vicente, ex-superintendente; e Cláudia Fernanda, apontada como lobista. Eles teriam tentado obstruir os trabalhos e atrapalhar a coleta de provas.
Os autos foram encaminhados ao Poder Judiciário e ao Ministério Público Estadual para abertura de ação penal.



