Justiça Eleitoral suspende nova pesquisa da Exata.Go no Tocantins por irregularidade
A Justiça Eleitoral do Tocantins proibiu a divulgação de mais uma pesquisa do instituto Exata.Go, desta vez por descumprimento de prazo na entrega de informações obrigatórias.

Neste domingo, 6, a desembargadora Silvana Maria Parfieniuk, juíza auxiliar da propaganda plantonista do TRE-TO, determinou a suspensão da pesquisa TO-04465/2026 e a retirada dos resultados que já haviam sido publicados pela Exata.Go. O levantamento, registrado com 2 mil entrevistas, teve seus números divulgados a partir de 3 de setembro.
O motivo da decisão foi a intempestividade no envio dos locais de realização das entrevistas. O sistema da Justiça Eleitoral estabelecia o dia 4 de setembro como prazo final para a inclusão dos detalhes de bairros e municípios, mas a empresa só apresentou a documentação no dia 5, quando os resultados já estavam sendo usados politicamente.
Na decisão, a magistrada destacou a "flagrante intempestividade na prestação das informações obrigatórias" e ressaltou que a inclusão posterior dos dados não corrige a irregularidade nem recupera a possibilidade de fiscalização tempestiva. A falta de transparência sobre a amostra pode, segundo ela, "induzir o eleitorado em erro" e afetar a igualdade da disputa.
Com a medida, a Exata.Go deve parar imediatamente de divulgar os números e retirar a postagem feita no Instagram em até 24 horas. A Meta também foi notificada para tornar o conteúdo indisponível. O descumprimento pode acarretar multa diária de até R$ 30 mil e configurar crime de desobediência.
Esta não é a primeira vez que o instituto enfrenta problemas com a Justiça Eleitoral em 2026. A Exata.Go já acumula outras pesquisas barradas e uma multa de R$ 53 mil. O espaço está aberto para manifestação da empresa.



