Generala com 27 anos de serviço lidera reforma no recrutamento do Exército dos EUA
A generala de brigada Sara Dudley assumiu em julho o comando da nova Divisão de Recrutamento do Exército americano, que atingiu a meta de 61.500 contratos com quatro meses de antecedência pelo terceiro ano consecutivo.

A generala de brigada Sara Dudley, com 27 anos de serviço, tornou-se a primeira comandante da recém-criada Divisão de Recrutamento do Exército dos Estados Unidos, em Fort Knox. A nova estrutura foi criada em meio a uma reorganização da força, que enfrentava dificuldades para atrair soldados em 2022 e 2023, quando não cumpriu as metas anuais.
No ano fiscal de 2026, o Exército americano superou a marca de 61.500 contratos de serviço ativo antes do prazo de 30 de setembro, repetindo o feito pelo terceiro ano seguido. A virada foi atribuída a mudanças nos métodos de seleção, como a criação de cursos preparatórios para candidatos que não atingiam os requisitos acadêmicos ou físicos, em vez de descartá-los imediatamente.
Em entrevista ao Modern War Institute, Dudley afirmou que o recrutamento não é um jogo de números, mas sim a identificação de talentos para o Exército de 2040. A declaração contrasta com a cobrança por metas volumétricas anuais, evidenciando a tensão entre quantidade e qualidade no processo.
A trajetória da generala inclui gestão de grandes somas em dinheiro em zonas de combate, trabalho com coalizões internacionais e atuação em tecnologias emergentes, como ativos digitais. Seu perfil em logística e finanças foi decisivo para a escolha, já que a divisão lida com orçamento, incentivos e campanhas publicitárias.
O recrutamento nos EUA é voluntário desde 1973, enquanto no Brasil o serviço militar é obrigatório para homens de 18 anos. A comparação entre os países revela desafios distintos: enquanto os americanos precisam convencer jovens a se alistar, o Brasil enfrenta o problema de reter militares temporários qualificados que deixam a força ao fim do serviço.



