Falta d'água em Paranã afeta escola e moradores, que recorrem ao rio
Moradores de Paranã, no sudeste do Tocantins, enfrentam dias sem água nas torneiras, com relatos de ida ao rio e escola estadual desabastecida.

A falta d'água tem gerado revolta em Paranã, no sudeste do Tocantins, com moradores relatando torneiras secas há vários dias em comunidades como Campo Alegre. O problema chegou à Câmara Municipal, onde o vereador Guilherme Pimentel criticou a BRK, concessionária responsável pelo serviço, e pediu uma audiência pública para cobrar explicações.
Segundo relatos, a comunidade de Campo Alegre enfrenta desabastecimento entre quatro e seis dias, com a informação de que uma bomba do sistema teria queimado. Moradores afirmam que precisam descer ao rio para lavar roupas e carregar água, e que um caminhão-pipa levou água para cerca de 20 casas, mas não foi suficiente. "Estamos passando arrochado", disse um morador.
A crise também afeta a educação: uma escola estadual está sem água, conforme discussão na Câmara. Na Vila Construção, vereadores debateram alternativas para ampliar o fornecimento, mas uma estrutura em uma escola enfrenta problema de energia elétrica.
Pimentel classificou o serviço como descaso e defendeu a convocação da BRK, com envolvimento do Ministério Público e do Judiciário. Ele citou relatos de contas que teriam chegado a R$ 7 mil em povoados, considerando inaceitável. Moradores também relataram que um motorista que transportava água teria sido advertido e deixado de abastecer, e que um caminhão teria sido impedido de carregar água, mas as circunstâncias não foram confirmadas.
A BRK foi procurada pela Gazeta do Cerrado para comentar as interrupções, mas não se manifestou até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para esclarecimentos.



