Vereadora de Palmas pede CPI para investigar suposto desmonte da educação municipal
Em discurso na Câmara, Thamires Lima (PT) listou problemas como falta de livros, greve e suspeita de diplomas falsos e convocou colegas a assinarem a comissão.

A vereadora de Palmas Thamires Lima (PT), integrante do coletivo Somos, usou a tribuna da Câmara Municipal nesta terça-feira (25) para defender a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de apurar um possível desmonte da educação na capital. A parlamentar elencou uma série de problemas enfrentados pela rede municipal de ensino, que vão desde a falta de materiais básicos até denúncias de fraudes em documentos.
Entre os problemas citados por Thamires estão escolas sem livros didáticos, estado de greve dos profissionais da educação, falta de professores, problemas com uniformes, casos de comida estragada e insatisfação dos servidores. A vereadora também mencionou questionamentos sobre o processo de escolha de gestores escolares, que envolve suspeitas de apresentação de diplomas falsos.
"Não estamos mais diante de um problema isolado. Quando juntamos escola sem livro, turma sem professor, direitos dos trabalhadores pendentes e agora denúncias gravíssimas envolvendo diplomas falsos, temos a obrigação de investigar o conjunto do que está acontecendo. Por isso, conclamamos os vereadores e vereadoras desta Casa a assinarem a CPI do Desmonte da Educação. A Câmara não pode assistir a tudo isso de braços cruzados", afirmou a vereadora.
Um dos pontos mais graves apresentados pelo coletivo Somos diz respeito a possíveis diplomas falsos. Na última semana, o grupo recebeu informações sobre documentos apresentados no processo de escolha de diretores da rede municipal. Após a repercussão do caso, novas denúncias chegaram ao gabinete, inclusive envolvendo aprovados no concurso da Educação de 2024. O coletivo confirmou a irregularidade diretamente com uma instituição de ensino, que negou a emissão de determinados documentos.
Ainda segundo a vereadora, a categoria dos trabalhadores em educação deliberou na sexta-feira (21) pela manutenção do estado de greve. Entre as pautas estão o pagamento das datas-base de 2024, 2025 e 2026, o cumprimento do Piso do Magistério, a convocação de novos aprovados em concurso e a implementação do processo democrático para escolha de gestores escolares.



