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Vereadora de Brejinho de Nazaré denuncia ameaça durante fiscalização de máquinas públicas; secretário nega

Uma fiscalização sobre o uso de máquinas da Prefeitura de Brejinho de Nazaré terminou em boletim de ocorrência e troca de acusações entre a vereadora Samila Vilarinho e o secretário municipal Elisney Monteiro de Paiva, conhecido como Ney Paiva.

Por Redação Zero Um · 14 de setembro de 2026 às 23:59
Vereadora de Brejinho de Nazaré denuncia ameaça durante fiscalização de máquinas públicas; secretário nega

A vereadora Samila Vilarinho afirma ter sido intimidada pelo secretário municipal Ney Paiva durante uma fiscalização no Assentamento Boa Sorte, onde uma máquina pública trabalhava na propriedade dele. Segundo a parlamentar, ela foi ao local após receber denúncia e encontrou três cacimbas sendo abertas. Samila questiona os critérios de seleção dos beneficiários e diz que pequenos produtores têm cobrado o mesmo serviço.

O prefeito Murilo Morais defendeu a regularidade do serviço, afirmando que existe um cronograma municipal para abertura de tanques destinados a pequenos e médios produtores. De acordo com o prefeito, os beneficiários seriam dois irmãos e um cunhado do secretário, e a máquina estava na propriedade de Ney porque a área foi disponibilizada aos familiares.

Samila relata que, acompanhada da mãe, foi abordada por Ney e que a conversa teve tom intimidatório. Ela afirma que o secretário fez referência ao uso de arma de fogo e mencionou seu marido. "O Ney Paiva me disse que antigamente tinha que ser recebida até com bala. Ameaçou o meu marido dizendo que qualquer coisa ia meter bala", declarou. Após o episódio, a vereadora registrou boletim de ocorrência em Porto Nacional e disse ter sido impedida de concluir a fiscalização, que é prerrogativa do mandato. Ela também relatou que um drone sobrevoou sua residência depois que voltou para casa.

Ney Paiva apresentou versão diferente, classificando o relato como "distorcido" e "inverídico". Ele confirmou ter feito referência a tiro, mas negou que fosse uma ameaça. Segundo o secretário, a frase surgiu enquanto reclamava da entrada de pessoas em sua propriedade sem autorização: "Eu falei que invasão de propriedade é crime. E que a pessoa que costuma invadir a propriedade sem a permissão do dono, se fosse comigo em outros tempos, porque hoje eu sou evangélico, eu era capaz de dar um tiro nele dentro da propriedade. Se ele entrar sem autorização, é capaz da pessoa levar um tiro. Isso eu falei, não a ela". Ney acusa o marido da vereadora e outras pessoas de terem entrado na propriedade no dia anterior para filmar o trabalho da máquina, e afirma que a própria parlamentar entrou no imóvel no dia seguinte sem pedir autorização.

Sobre o uso da máquina pública, o secretário afirmou que a Prefeitura abriu inscrições para um programa de construção de 100 tanques destinados a pequenos e médios produtores. Segundo ele, os interessados fizeram solicitações e deveriam fornecer combustível, enquanto o município disponibilizaria a máquina e o operador. Ney disse que dois irmãos e um cunhado foram cadastrados e contemplados, e que os três tanques estavam sendo construídos dentro de sua propriedade porque a área teria sido disponibilizada aos familiares para criação de peixes. Ele afirmou que a máquina realizaria os serviços por nove horas, três para cada beneficiário.

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