TRE-TO abre urna eletrônica e detalha mecanismos de segurança para eleições de 2026
O Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) iniciou a 1ª Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação com a abertura de uma urna eletrônica e a apresentação das etapas que garantem a segurança e transparência do processo eleitoral.

Na manhã desta segunda-feira (3), o TRE-TO abriu as portas para a imprensa, representantes de instituições parceiras, partidos políticos e autoridades durante o primeiro dia da 1ª Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação. O evento, realizado em Palmas, teve como objetivo demonstrar na prática como funciona o sistema de votação brasileiro e os mecanismos que asseguram sua integridade.
O presidente do TRE-TO, desembargador Adolfo Amaro Mendes, destacou que a confiança da sociedade nas eleições é construída por meio da transparência e do diálogo. "A confiança pública não pode ser exigida, ela precisa ser construída. Também não pode depender da fé cega ou de discurso de autoridade", afirmou, ressaltando a importância de a instituição abrir suas portas e explicar seus procedimentos.
O vice-presidente e corregedor regional eleitoral, desembargador João Rodrigues Filho, reforçou o compromisso da Justiça Eleitoral em esclarecer dúvidas e combater informações falsas. "Vamos mostrar ao eleitor que não há nada a ser escondido, é tudo transparente", disse, ao destacar a aproximação com a população.
Durante a palestra "O Sistema Eletrônico de Votação por Dentro", o secretário de Tecnologia da Informação do TRE-TO, Valdenir Borges Júnior, explicou que a urna é apenas uma parte de um processo mais amplo, que envolve procedimentos técnicos, auditorias, legislação e a participação de diversas instituições. Ele destacou etapas como a inspeção pública dos códigos-fonte, o Teste Público de Segurança e a cerimônia de assinatura e lacração dos sistemas.
Um dos momentos mais aguardados foi a abertura de uma urna eletrônica pelo chefe da Seção de Voto Informatizado, Eduardo Koelln. Ele apresentou os componentes internos do equipamento, como placa-mãe, certificados digitais, memórias de votação e resultados, bateria e impressora, além de explicar que a urna não possui conexão com internet, Wi-Fi ou Bluetooth, e que apenas softwares assinados digitalmente pela Justiça Eleitoral podem ser executados.
O evento também antecipou novidades para as Eleições 2026, incluindo mudanças na identificação do eleitor e novos procedimentos para ampliar a transparência da apuração. Partidos políticos, Ministério Público, OAB, universidades, imprensa e cidadãos podem acompanhar as etapas públicas do processo eleitoral, reforçando o caráter auditável do sistema.


