TCE aponta jornadas de até 96 horas e irregularidades em hospital de Araguacema
Fiscalização do Tribunal de Contas do Tocantins identificou plantões médicos de até 96 horas consecutivas, falhas no controle de medicamentos e ausência de alvarás no Hospital Municipal de Pequeno Porte de Araguacema.

Uma vistoria realizada pelo projeto TCE de Olho, nos dias 11 e 12 de junho, revelou uma série de irregularidades no Hospital Municipal de Pequeno Porte de Araguacema. Entre os principais problemas estão jornadas de trabalho de médicos que chegam a 96 horas seguidas, precariedade no registro de frequência dos profissionais e fragilidades no controle do estoque de medicamentos.
A equipe técnica também constatou problemas nas ambulâncias da unidade, ausência de alvarás do Corpo de Bombeiros e da Vigilância Sanitária, além da necessidade de reforçar a segurança e implantar medidas de prevenção ao assédio e à violência sexual. O relatório foi elaborado pela Coordenadoria de Auditorias Especiais (COAES) do TCE.
Com base no documento, a 1ª Relatoria do tribunal determinou que os gestores apresentem, em até 15 dias úteis, um plano de ação com as medidas corretivas. O conselheiro Manoel Pires dos Santos destacou que a atuação do órgão tem caráter preventivo e orientativo, visando correções consensuais antes de outras sanções.
Apesar das falhas, a vistoria apontou boas práticas, como a inexistência de fila de espera para cirurgias eletivas, a organização da lista de pacientes e o cumprimento das metas pactuadas nos programas estaduais. Após a entrega do plano, o TCE poderá realizar nova vistoria para verificar as adequações.



