Sindicato dos Hospitais cobra pagamentos atrasados do Servir e SUS ao governo do Tocantins
O Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Tocantins (Sindesto) entregou notificação extrajudicial aos secretários estaduais da Administração, Fazenda e Saúde cobrando a regularização dos débitos com prestadores credenciados ao Servir e ao SUS.

Em reunião realizada nesta quarta-feira (14), representantes do Sindesto entregaram em mãos o documento aos secretários Paulo César Benfica Filho (Administração), Donizeth Aparecido Silva (Fazenda) e Luciano Lima (Saúde). A entidade alerta que os atrasos recorrentes comprometem o equilíbrio financeiro das instituições e colocam em risco a continuidade dos atendimentos.
De acordo com a notificação, no âmbito do Plano de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos (Servir), a última parcela quitada corresponde aos atendimentos de fevereiro. Já no Sistema Único de Saúde (SUS), os atrasos variam conforme o contrato: há prestadores com valores pendentes desde 2021, enquanto outros já receberam referentes a janeiro de 2026.
O presidente do Sindesto, Thiago Antônio de Souza, afirmou que o sindicato prioriza o diálogo, mas destacou a necessidade de uma resposta efetiva do governo. "Os hospitais não conseguem sustentar indefinidamente a prestação dos serviços sem receber pelos atendimentos já realizados", disse. A entidade solicita a quitação dos débitos conforme proposta apresentada e a adoção de um cronograma de pagamentos para contratos do SUS.
Caso os pagamentos não sejam efetivados até 31 de julho, conforme proposta do sindicato, os atendimentos poderão ser suspensos a partir de 1º de agosto. O Sindesto ressalta que deseja manter os serviços, mas a ausência dos repasses inviabiliza a sustentabilidade financeira das instituições de saúde.
A Gazeta do Cerrado solicitou posicionamento do governo do Tocantins sobre o assunto e aguarda retorno.



