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Sindesto suspende atendimentos eletivos do Servir e da rede complementar do SUS por falta de pagamento do Estado

O Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Tocantins (Sindesto) paralisou, a partir desta quarta-feira (5), os atendimentos eletivos do Plano de Assistência dos Servidores (Servir) e da rede complementar do Sistema Único de Saúde (SUS) devido à ausência de repasses financeiros do governo estadual.

Por Redação Zero Um · 06 de agosto de 2026 às 10:14
Sindesto suspende atendimentos eletivos do Servir e da rede complementar do SUS por falta de pagamento do Estado

A decisão foi anunciada após o sindicato afirmar que esgotou as tentativas de diálogo com o Estado, que não teria respondido aos ofícios e notificações enviados. A entidade alega que a falta de pagamento tem inviabilizado a manutenção dos serviços, como o fornecimento de medicamentos, materiais hospitalares e a folha de funcionários.

Segundo o Sindesto, as instituições afiliadas realizam cerca de 45 mil procedimentos mensais, incluindo consultas, exames, cirurgias e terapias. A estrutura conta com 202 leitos ativos, sendo 78 de UTI, 17 salas cirúrgicas e mais de 5,6 mil profissionais envolvidos, o que demonstra o impacto da paralisação na rede de saúde.

A suspensão atinge apenas os procedimentos eletivos, enquanto os serviços determinados por lei ou decisão judicial serão mantidos. O sindicato lamenta que a população seja a principal afetada e reafirma que permanece aberto ao diálogo, esperando que a regularização dos pagamentos permita o restabelecimento dos atendimentos.

O governo estadual ainda não se manifestou oficialmente sobre a paralisação. A reportagem tenta contato com a Secretaria de Estado da Saúde para esclarecimentos.

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