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Polícia pede prisão preventiva de pai e madrasta de menino de 3 anos morto em Palmas

A Polícia Civil do Tocantins solicitou à Justiça a prisão preventiva do advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa e da madrasta Kathellen Moreira, investigados pela morte do menino Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, ocorrida na segunda-feira (3) em Palmas.

Por Redação Zero Um · 06 de agosto de 2026 às 00:21
Polícia pede prisão preventiva de pai e madrasta de menino de 3 anos morto em Palmas

O caso, que inicialmente foi tratado como uma comunicação de morte feita pelo próprio pai, ganhou novos contornos após o Instituto Médico Legal (IML) constatar que a criança sofreu múltiplas agressões e violência sexual antes de morrer. O pedido de prisão preventiva foi apresentado pelo delegado responsável e agora aguarda decisão judicial.

Segundo a defesa da mãe, Sabrina da Silva Feitosa, a criança já retornava das visitas ao pai com lesões, mas a mãe não denunciava por medo de ameaças e de ser acusada de alienação parental. A advogada Stella Bueno afirmou que Sabrina temia pela própria vida e pela do filho, o que a impedia de tomar medidas mais drásticas.

Um vídeo gravado no fim de semana mostra Gustavo resistindo a ir para a casa do pai, dizendo: "Porque ele me bate". Os pais do menino não moravam juntos e disputavam a guarda e a pensão alimentícia na Justiça.

A defesa de Igor e Kathellen informou que não vai se manifestar até ter acesso ao inquérito. Enquanto isso, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins (OAB-TO) suspendeu cautelarmente a inscrição profissional de Igor Gustavo Veloso de Sousa, até a conclusão do processo disciplinar.

O menino foi sepultado na terça-feira (4), sob forte comoção. Durante o enterro, a mãe fez um apelo por justiça: "Eu quero justiça pelo meu filho".

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