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PF investiga desaparecimento de Porsche apreendido pela Justiça no Tocantins

Veículo avaliado em R$ 372 mil foi apreendido em operação sobre fraude no auxílio emergencial e deveria ser leiloado, mas sumiu e teria sido negociado várias vezes, segundo a Polícia Federal.

Por Redação Zero Um · 19 de setembro de 2026 às 14:49
PF investiga desaparecimento de Porsche apreendido pela Justiça no Tocantins

A Polícia Federal (PF) investiga o desaparecimento de um Porsche Macan S avaliado em cerca de R$ 372 mil que havia sido apreendido pela Justiça Federal no Tocantins. O carro foi confiscado durante uma operação que apurava fraudes no auxílio emergencial e deveria ser leiloado, mas não estava mais sob custódia judicial quando os procedimentos para a venda foram iniciados.

De acordo com a investigação, o veículo estava sob responsabilidade de uma fiel depositária, que tinha o dever legal de preservar o bem e não poderia negociá-lo ou entregá-lo a terceiros. Ainda segundo a PF, o Porsche passou por uma série de negociações e teria sido transferido para diferentes pessoas, inclusive para quitar dívidas particulares.

Informações apresentadas em decisão da 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária de Palmas indicam que o automóvel teria sido retirado em Atibaia (SP) por um intermediário e negociado com um dos investigados por fraude no auxílio emergencial. Esse investigado teria usado documentos civis falsos para readquirir o veículo, que depois foi repassado a outro comprador.

Para tentar localizar o Porsche e esclarecer como ele deixou de estar sob controle da Justiça, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em Goiânia e Senador Canedo, em Goiás, e em Atibaia, em São Paulo. A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 372 mil nas contas de três investigados.

Ninguém foi preso durante a operação. Apesar de a decisão judicial apontar indícios de possível ocultação do veículo e de uso de diferentes registros de identificação por um dos investigados, o pedido de prisão preventiva foi negado por falta de elementos suficientes naquele momento. Os envolvidos poderão responder por crimes como fraude processual e lavagem de dinheiro, conforme a participação de cada um nos fatos que ainda estão sob apuração.

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