Pesquisadores do Sociobio Amazônia visitam comunidade Rizada para fortalecer agricultura familiar
Pesquisadores da Universidade Federal do Tocantins estiveram na comunidade Rizada, em Santa Terezinha, para conhecer a produção local e fortalecer a cadeia do babaçu.

No último sábado, 4, pesquisadores do projeto Sociobio Amazônia, da Universidade Federal do Tocantins (UFT), visitaram a comunidade Rizada, localizada no município de Santa Terezinha, na região do Bico do Papagaio, norte do Tocantins. O objetivo foi conhecer a realidade dos moradores e apresentar as metas da pesquisa, que busca fortalecer a cadeia produtiva da agricultura familiar.
Durante o encontro, produtores rurais e mulheres extrativistas compartilharam experiências, desafios e expectativas para o desenvolvimento da produção local. A iniciativa visa construir conhecimento em parceria com as comunidades, valorizando saberes tradicionais e identificando caminhos para fortalecer as cadeias da sociobiodiversidade.
O coordenador do projeto, Alex Pizzio, destacou que a pesquisa parte da escuta das comunidades e do reconhecimento de que o conhecimento produzido ao longo de gerações é essencial para políticas de desenvolvimento sustentável. “Nosso papel é compreender como essas experiências acontecem no território, ouvir quem vive essa realidade e construir, junto com as comunidades, alternativas que fortaleçam a cadeia produtiva do babaçu”, afirmou.
Na comunidade Rizada, cerca de 60 famílias conciliam a extração do coco babaçu com a produção de alimentos, atividades que garantem renda e segurança alimentar. O trabalho das mulheres é um dos pilares dessa cadeia produtiva, mantendo viva uma tradição transmitida entre gerações.
A produtora rural Carina Araújo avaliou positivamente a presença dos pesquisadores. “É importante que eles venham conhecer nossa realidade, ouvir nossas necessidades e entender como a gente trabalha. A expectativa é que essa pesquisa contribua para fortalecer nossa produção”, disse.
A pesquisadora doutora Lucéllia Neves, natural da região do Bico do Papagaio, lembrou que o projeto Sociobio Amazônia busca promover o desenvolvimento socioterritorial por meio do fortalecimento das cadeias da sociobiodiversidade, com construção coletiva do conhecimento. “Mais do que levantar informações, a iniciativa aproxima universidade e comunidades tradicionais, reconhecendo que ciência e conhecimento popular caminham juntos”, observou.



