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Pai é condenado a 70 anos por feminicídio cruel e premeditado da filha de 12 anos no Tocantins

Em julgamento realizado na quinta-feira (20), em Filadélfia, João Vitor Oliveira Matos foi condenado a 70 anos de reclusão pelo assassinato da própria filha, Wevelin Vitória Carvalho Oliveira, de 12 anos, em crime ocorrido em julho de 2025, em Babaçulândia.

Por Redação Zero Um · 23 de agosto de 2026 às 09:50
Pai é condenado a 70 anos por feminicídio cruel e premeditado da filha de 12 anos no Tocantins

O Tribunal do Júri acatou integralmente as teses do Ministério Público do Tocantins (MPTO), reconhecendo o feminicídio qualificado pelo emprego de meio cruel e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. O promotor Guilherme Cintra Deleuse sustentou a acusação, destacando que o crime foi o desfecho de um quadro contínuo de violência e controle exercido pelo réu sobre a adolescente, incluindo investidas de natureza sexual.

No dia do crime, após ingerir bebida alcoólica e amolar um facão ao longo do dia, João Vitor trancou-se na residência com a filha e a atacou com um golpe profundo na garganta, causando sua morte. O Conselho de Sentença reconheceu que o réu utilizou o trancamento da residência para impedir a fuga da vítima, caracterizando o recurso que dificultou sua defesa.

A pena foi majorada pelo fato de o crime ter sido cometido contra menor de 14 anos. Na fixação da pena, a Justiça considerou agravantes como a culpabilidade marcada pela premeditação, a conduta social inadequada do acusado, as graves consequências psicológicas causadas ao irmão da vítima e as circunstâncias do crime, que envolveu a tentativa de coagir esse outro filho menor a participar da execução.

O réu teve negado o direito de recorrer em liberdade. A condenação, de 70 anos de reclusão, reflete a gravidade do caso, que chocou a comunidade local e reforça o compromisso do sistema de Justiça em punir severamente crimes de violência doméstica e feminicídio.

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