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Operação Falsa Emergência: acusada de ser 'operadora' não é localizada e entra na lista de foragidos

Cláudia Fernanda Cândido da Silva, apontada como uma das principais articuladoras do esquema investigado na Operação Falsa Emergência, não foi encontrada para cumprimento de mandado de prisão preventiva e agora é considerada foragida pela Justiça do Tocantins.

Por Redação Zero Um · 10 de junho de 2026 à s 12:10
Operação Falsa Emergência: acusada de ser 'operadora' não é localizada e entra na lista de foragidos

A Polícia Civil do Tocantins, por meio da Divisão Especializada de Repressão à Corrupção (DECOR), deflagrou nova fase da Operação Falsa Emergência nesta terça-feira (10). O principal alvo, Cláudia Fernanda Cândido da Silva, não foi localizada durante o cumprimento do mandado de prisão preventiva expedido pela 1ª Vara Regional das Garantias da Comarca de Palmas. Ela é apontada como a “operadora” do esquema, responsável por articular interesses da organização social contratada para gerir as UPAs Norte e Sul da capital.

Na mesma ação, foram presos a secretária municipal de Saúde, Dhieine Caminski, e o servidor Andreis Vicente da Costa, que atua na área de planejamento estratégico da pasta. As investigações apontam que eles teriam participado de tentativas de ocultação de provas, interferência na produção probatória e alinhamento de versões entre os investigados. Diante dos indícios, a autoridade policial solicitou as prisões preventivas, que foram autorizadas pela Justiça.

A investigação apura supostas irregularidades na contratação da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba para administrar as UPAs Norte e Sul de Palmas. O contrato, firmado em março deste ano, prevê repasses de aproximadamente R$ 139 milhões. As apurações tiveram início em maio, quando a DECOR cumpriu mandados de busca e apreensão relacionados ao processo de contratação. Os investigadores suspeitam que documentos utilizados para formalizar a parceria possam conter informações irregulares destinadas a conferir aparência de legalidade ao procedimento administrativo.

A Polícia Civil informou que o inquérito continua em andamento para esclarecer todas as circunstâncias do caso. Entre os possíveis crimes investigados estão delitos contra a administração pública, falsidade documental, associação criminosa e lavagem de capitais. Informações sobre o paradeiro de Cláudia Fernanda Cândido da Silva podem ser repassadas pelos telefones (63) 3901-7202 e (63) 3901-7203, com sigilo garantido ao denunciante.

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