MPTO reúne rede de proteção para criar protocolo de saúde mental infantojuvenil em Palmas
Diante do aumento de casos de sofrimento emocional entre crianças e adolescentes, o Ministério Público do Tocantins convocou representantes da saúde, educação e assistência social para discutir a criação de um protocolo intersetorial em Palmas.

Entre 2022 e 2024, o Núcleo de Atenção às Vítimas de Violência (Nuave) do Hospital Geral de Palmas registrou 722 casos de autoextermínio envolvendo crianças e adolescentes, além de 607 reincidências no mesmo período, indicando fragilidades no acompanhamento contínuo.
Para enfrentar o problema, o MPTO realizou reunião nesta segunda-feira (23) com representantes das secretarias de Saúde, Educação e Assistência Social, além de conselhos tutelares. O encontro foi conduzido pelos promotores Sidney Fiori Júnior (Infância e Juventude), Araína Cesárea Ferreira dos Santos D’Alessandro (Saúde) e Diego Nardo (Educação).
Durante a reunião, foi constatado que não há treinamento específico para professores sobre manejo de crises e ideação suicida, enquanto a rede municipal de saúde já possui fluxo interno estruturado e classificação de risco. A assistência social, por sua vez, não conta com procedimento específico para esses casos.
Como encaminhamento, foi deliberada a criação de um Grupo de Trabalho (GT) intersetorial para elaborar o protocolo, que estabelecerá fluxos de acolhimento, atendimento, acompanhamento e encaminhamento de crianças e adolescentes em sofrimento psíquico. A iniciativa começa como projeto-piloto em Palmas, com potencial de expansão para todo o estado.
Uma nova reunião está prevista para a primeira semana de agosto, após a definição dos integrantes do GT, para estabelecer o cronograma de elaboração e implementação do protocolo.



