Zero Um do TocantinsPalmas/TOPainel
← Cidades Cidades

MPT processa Havan e Luciano Hang por suposto assédio eleitoral em R$ 30 milhões

O Ministério Público do Trabalho em Goiás (MPT-GO) ajuizou ação civil pública contra a Havan e o empresário Luciano Hang por suposto assédio eleitoral durante inauguração de loja em Caldas Novas.

Por Redação Zero Um · 18 de setembro de 2026 às 04:38
MPT processa Havan e Luciano Hang por suposto assédio eleitoral em R$ 30 milhões

O Ministério Público do Trabalho em Goiás (MPT-GO) ingressou com ação civil pública contra a Havan e Luciano Hang na Justiça do Trabalho, em Goiânia. A ação, divulgada nesta quinta-feira (17), tem origem em declarações do empresário durante a inauguração de uma unidade da rede em Caldas Novas, no sul goiano, em 29 de agosto.

Segundo o MPT-GO, Hang discursou para funcionários recém-contratados e fez críticas a pautas trabalhistas, relacionando escolhas políticas dos trabalhadores a possíveis consequências no emprego e na renda. O órgão sustenta que houve interferência na liberdade política dos empregados. A ação ainda está em tramitação e as alegações representam a posição da parte autora, sem decisão judicial definitiva.

O MPT pede condenação de R$ 30 milhões por danos morais coletivos, além de indenização individual de no mínimo 20 vezes o último salário de cada trabalhador que tenha sofrido o suposto assédio. Também requer que Hang grave vídeo de retratação em até 48 horas, que a empresa garanta liberação dos funcionários para votar e que sejam criadas normas permanentes de neutralidade política nas lojas.

Em manifestação após a ação, Luciano Hang negou ter cometido assédio eleitoral. Ele afirmou que tem direito de expressar opinião e que não pediu votos nem indicou candidato. Segundo o empresário, seu discurso tratou da liberdade de trabalhar e da importância do emprego, e apenas apresentou sua opinião sobre uma proposta em discussão no país. "Não falei de candidato, não falei de partido, não pedi voto para ninguém, não determinei em quem ninguém deveria votar. Apenas falei o que penso", declarou.

Hang também disse que sofre questionamentos desde 2018 por se posicionar publicamente sobre temas políticos e afirmou respeitar o MPT e a Justiça, mas defendeu seu direito à liberdade de expressão. O caso chegou ao conhecimento do órgão no início de setembro, quando o MPT-GO analisava um vídeo do discurso.

Agora, a ação seguirá o curso processual na Justiça do Trabalho, que analisará os argumentos do MPT-GO e da defesa da Havan e de Hang. O processo discute se as declarações configuraram assédio eleitoral no ambiente de trabalho e se houve prejuízo à liberdade de escolha dos trabalhadores. Enquanto tramita, as alegações de ambas as partes permanecem sujeitas à análise judicial.

Leia também