Justiça Eleitoral mantém suspensão de pesquisa do Instituto Paraná no Tocantins
O Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) manteve a proibição da divulgação de pesquisa do Instituto Paraná por irregularidades no registro e metodologia.

O Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) decidiu, nesta quarta-feira, 10 de junho, manter a suspensão da pesquisa eleitoral registrada sob o número TO-04463/2026. O juiz Rodrigo de Meneses dos Santos negou o mandado de segurança impetrado pelo Instituto Paraná de Pesquisas, confirmando a liminar anteriormente concedida pela juíza auxiliar de Propaganda, Silvana Maria Parfieniuk. A decisão atendeu a uma representação do partido Rede Sustentabilidade. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 15 mil.
A suspensão foi motivada por duas irregularidades principais. A primeira é o vício de escopo: o instituto registrou a pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) limitando o objeto aos cargos de governador e senador, mas o questionário aplicado aos eleitores incluiu perguntas sobre a Presidência da República, extrapolando o declarado. A segunda é a indução de respostas, caracterizada pelo chamado “efeito ancoragem”. A inclusão de perguntas sobre cenários presidenciais antes da coleta de intenções de voto para cargos estaduais foi considerada uma falha metodológica capaz de comprometer a neutralidade científica do levantamento.
A defesa da Rede Sustentabilidade, representada pelo dirigente nacional e pré-candidato ao Senado, Fábio Ribeiro, argumentou que a inclusão de temas nacionais sem o devido registro poderia gerar distorções nos dados locais e prejudicar a paridade da disputa eleitoral. Apesar da proibição, o resultado da pesquisa tem sido divulgado em redes sociais de seguidores de pré-candidatos.
A sucessão de decisões judiciais que resultaram na suspensão de mais de dez pesquisas eleitorais no Tocantins até o momento revela uma cautela redobrada da Justiça Eleitoral quanto à integridade dos dados divulgados durante o período pré-eleitoral. O alto índice de interrupções de levantamentos indica fragilidades técnicas recorrentes na condução de pesquisas no estado.



