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José Cândido Póvoa reflete sobre a pluralidade dos mundos e a visão espírita

Em artigo publicado neste 7 de setembro, o poeta e escritor José Cândido Póvoa estabelece uma ponte entre a provocação do astrofísico Carl Sagan e a passagem bíblica de João 14:2, explorando a ideia de que a vida no Universo não seria um acidente.

Por Redação Zero Um · 07 de setembro de 2026 às 08:15
José Cândido Póvoa reflete sobre a pluralidade dos mundos e a visão espírita

O texto, intitulado 'Mundos habitados e habitáveis (I)', parte da célebre frase de Carl Sagan: 'Se não existe vida fora da Terra, então o Universo é um grande desperdício de espaço'. Póvoa argumenta que, diante das dimensões do cosmos, com trilhões de galáxias e planetas, a existência de vida apenas na Terra seria estatisticamente improvável, o que torna a reflexão de Sagan uma provocação filosófica, e não um fato científico.

O autor estabelece uma correlação entre a visão científica e a passagem bíblica de João 14:2, na qual Jesus afirma que 'há muitas moradas na casa do Pai'. Para Póvoa, essa convergência sugere que a pluralidade de mundos habitados é uma possibilidade tanto espiritual quanto física, rejeitando a ideia de que a humanidade seja o centro absoluto do Universo.

Sob a ótica espírita, o autor defende que o Universo seria um organismo vivo e funcional, onde a vida e a inteligência são a regra, não a exceção. Ele cita o princípio da utilidade, segundo o qual Deus não criaria nada em vão, e que cada astro cumpre uma função no progresso dos seres, o que daria sentido à vastidão cósmica.

O artigo é o primeiro de uma série, indicando que o tema será aprofundado em uma próxima edição. Póvoa, que é membro-fundador da Academia de Letras de Dianópolis, assina a coluna no portal CT, abordando temas que unem ciência, filosofia e espiritualidade.

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