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Ex-secretário-executivo se pronuncia após denúncia de estupro e afastamento cautelar no Tocantins

Nélio Nogueira Lopes do Amaral, ex-secretário-executivo da Secretaria de Igualdade Racial do Tocantins, gravou um vídeo para se manifestar pela primeira vez após ser denunciado por estupro e afastado do cargo por decisão judicial.

Por Redação Zero Um · 11 de junho de 2026 à s 13:50
Ex-secretário-executivo se pronuncia após denúncia de estupro e afastamento cautelar no Tocantins

O ex-secretário-executivo da Secretaria de Igualdade Racial do Tocantins, Nélio Nogueira Lopes do Amaral, se pronunciou pela primeira vez após a repercussão da denúncia de estupro registrada por uma jovem de 19 anos e da decisão judicial que determinou seu afastamento cautelar do cargo. Em vídeo divulgado nesta quinta-feira (11), ele afirmou confiar na Justiça e disse estar à disposição para prestar esclarecimentos.

A defesa de Nélio, representada pelo advogado Zenil Drumond, reforçou que as acusações ainda precisam ser analisadas durante a investigação e criticou o que classificou como julgamento antecipado pela opinião pública. Segundo o advogado, a equipe jurídica já protocolou pedidos de diligências junto à Polícia Civil e à Justiça, e pretende apresentar novos elementos ao processo para comprovar a inocência do investigado.

A manifestação ocorre dias após a divulgação da decisão do juiz Milton Lamenha de Siqueira, da 1ª Vara Regional das Garantias de Palmas, que determinou o afastamento cautelar do então subsecretário-executivo. A medida foi adotada depois que uma jovem de 19 anos, servidora da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Sedes), registrou denúncia de estupro contra o investigado. Segundo os autos, o caso teria ocorrido no dia 26 de maio, em Palmas.

De acordo com o relato da denunciante, após participarem de uma agenda pública, ela aceitou um convite para tomar café. Durante o trajeto em um veículo oficial utilizado pelo então gestor, ele teria alterado o percurso e parado em um estacionamento, onde o crime teria acontecido. O magistrado citou depoimentos da vítima e de testemunhas, além de imagens de câmeras de segurança e outros indícios analisados pela Polícia Civil e pelo Ministério Público.

Além do afastamento do cargo, a Justiça determinou medidas protetivas que impedem qualquer contato de Nélio com a denunciante, familiares e testemunhas. Ele também está proibido de frequentar o local de trabalho da jovem e deve manter distância mínima de 100 metros das pessoas protegidas. O descumprimento pode resultar em prisão preventiva.

Após a repercussão do caso, a Secretaria de Igualdade Racial informou que Nélio Nogueira pediu exoneração do cargo, medida já publicada no Diário Oficial do Estado. A pasta declarou que não tinha conhecimento prévio das acusações. O caso tramita sob segredo de Justiça, e a defesa afirma que continuará colaborando com as autoridades.

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