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Ex-prefeito de Goiatins obtém liminar e retorna ao semiaberto menos de 24 horas após prisão

O ex-prefeito de Goiatins, Vinícius Donnover Gomes, conseguiu uma decisão liminar do Tribunal de Justiça do Tocantins que determinou seu retorno ao regime semiaberto, menos de um dia após ser preso para cumprir pena em regime fechado.

Por Redação Zero Um · 30 de junho de 2026 às 13:50
Ex-prefeito de Goiatins obtém liminar e retorna ao semiaberto menos de 24 horas após prisão

A decisão foi assinada às 22h10 de segunda-feira (29) pela juíza convocada Odete Batista Dias Almeida, durante plantão de segunda instância. Embora mantenha as duas condenações por corrupção e a execução da pena, a magistrada entendeu, em análise preliminar, que não havia fundamentação suficiente para justificar o agravamento do regime prisional.

Donnover havia sido preso pela Polícia Civil na manhã do mesmo dia, no povoado Alto Lindo, zona rural de Goiatins, em cumprimento a mandado expedido após a unificação de duas condenações definitivas que somam sete anos de prisão. A ordem de prisão foi expedida no último dia 24 de junho pelo Juízo da comarca de Goiatins.

Ao conceder a liminar, a juíza afirmou que a reincidência do ex-prefeito, embora relevante, não autoriza automaticamente o regime fechado. Segundo a decisão, o juízo da execução penal não apresentou análise individualizada da situação do condenado, limitando-se a apontar a reincidência como fundamento. Também pesaram a ausência de falta grave, descumprimento de condições ou incompatibilidade com o semiaberto, além de Donnover ter endereço fixo e estar cumprindo regularmente as determinações judiciais.

A liminar não revoga as condenações nem interrompe a execução da pena, apenas altera o regime de cumprimento para o semiaberto, nas mesmas condições anteriormente estabelecidas. A decisão tem caráter provisório e valerá até julgamento do mérito do habeas corpus pelo TJTO ou nova decisão judicial.

Donnover segue condenado por dois crimes de corrupção. A primeira condenação, por corrupção passiva, está relacionada a irregularidades em contratações de shows e eventos durante sua gestão. A segunda, por corrupção ativa, decorre de um caso em que uma oficiala de Justiça teria retardado o cumprimento de um mandado de prisão contra o então prefeito após receber vantagem indevida.

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