Dia do Administrador: profissão ganha novo peso em um país que busca rumos
Em artigo, o administrador Edson Cabral reflete sobre os desafios da profissão em meio a crises institucionais e políticas no Brasil.

Em artigo publicado no portal Coluna do CT, o administrador Edson Cabral celebra o Dia do Administrador, relembrando sua trajetória desde o curso de Administração na Universidade Católica de Brasília, em 1978, até a participação na implantação do Tocantins e do CRA-TO. Ele destaca que, na época, administrar era um ato de resistência, e que a profissão sempre esteve ligada à construção de instituições sólidas.
Cabral aponta que crises recentes, como a envolvendo o Banco Master e as turbulências no Supremo Tribunal Federal, evidenciam fragilidades institucionais e reacendem o debate sobre o esgotamento do modelo político-institucional criado pela Constituição de 1988. Ele cita historiadoras para argumentar que as repúblicas brasileiras se desgastam gradualmente, e que o atual momento exige reflexão sobre os rumos do país.
O autor defende que administradores têm papel crucial em tempos de incerteza, atuando como guardiões da racionalidade e da ética, mantendo organizações funcionais e construindo pontes em meio à polarização. Para ele, o compromisso do administrador deve ser com o Brasil, priorizando o diálogo e a maturidade institucional.
Ao final, Cabral conclui que, se o país vive o fim de um ciclo, é preciso que o próximo seja construído com responsabilidade, e que os administradores estejam na linha de frente dessa transformação.



