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Bebê nasce em UPA após gestante ser orientada a voltar para casa três vezes

Uma gestante deu à luz na Unidade de Pronto Atendimento Sul de Palmas depois de receber três negativas de internação no Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos, segundo relato da família.

Por Redação Zero Um · 30 de junho de 2026 às 10:50
Bebê nasce em UPA após gestante ser orientada a voltar para casa três vezes

De acordo com familiares, Marcela Silva procurou a maternidade estadual em três ocasiões por apresentar fortes dores, sangramento e perda de líquido. Em todas as visitas, ela teria sido avaliada e orientada a retornar para casa, sob a justificativa de que ainda não estava em trabalho de parto.

Moradora de Guaraí, Marcela estava em Palmas à espera do nascimento do filho e afirma que os problemas começaram no dia 20 de junho. Ela relata que, apesar da dificuldade para caminhar por causa das dores na região pélvica e do sangramento, foi informada de que os sintomas eram compatíveis com o estágio da gestação.

A cunhada da gestante, Karinny Alves, que a acompanhou durante todo o período, afirmou que a equipe médica informou que a internação só ocorreria quando a gravidez atingisse 41 semanas. "Pedimos pelo amor de Deus para internar porque ela não conseguia mais andar, mas disseram que, pela política médica, ela deveria aguentar e esperar", relatou.

Na noite de sábado (27), com as contrações mais intensas e hospedada no Jardim Taquari, a aproximadamente 20 quilômetros da maternidade, a família decidiu procurar atendimento na UPA Sul. Ao chegar, a equipe médica identificou que o parto era iminente. Como a UPA não possui estrutura obstétrica, o nascimento ocorreu em uma sala de emergência e foi conduzido por dois pediatras e enfermeiros.

Após o nascimento, mãe e filho foram encaminhados pelo Samu ao Hospital e Maternidade Dona Regina para a conclusão dos procedimentos pós-parto. A família também questiona a conduta dos profissionais da maternidade após a transferência. Segundo Marcela, ao chegar ao hospital, ouviu questionamentos sobre o fato de o parto ter acontecido na UPA.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde informou que Marcela foi atendida nas três vezes em que procurou a maternidade. Segundo a pasta, nos dias 25 e 26 de junho ela passou por avaliação médica, mas não apresentava critérios clínicos para internação, sendo orientada a retornar à unidade caso surgisse qualquer intercorrência. A SES-TO ressaltou que o HMDR realiza os atendimentos em conformidade com as diretrizes do SUS e os protocolos técnicos obstétricos.

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