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Vacinas contra chikungunya avançam no Brasil e ampliam opções de prevenção

Novos imunizantes contra a chikungunya avançam em etapas regulatórias e de produção no Brasil, enquanto o país registra aumento de casos da doença.

Por Redação Zero Um · 22 de agosto de 2026 às 12:31
Vacinas contra chikungunya avançam no Brasil e ampliam opções de prevenção

A busca por vacinas capazes de ampliar a prevenção contra a chikungunya ganhou força no Brasil em 2026, com dois imunizantes avançando em etapas regulatórias e de produção. A doença, transmitida pela picada de fêmeas infectadas de mosquitos do gênero Aedes, foi confirmada no país em 2014 e vem registrando circulação em diferentes regiões.

Em junho, a farmacêutica Eurofarma apresentou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) um pedido de análise da vacina CHIKV VLP, já aprovada para pessoas a partir de 12 anos nos Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido, Suíça e Canadá. O imunizante é aplicado em dose única e utiliza partículas semelhantes ao vírus da chikungunya, conhecidas como VLP.

Um mês antes, em maio, a Anvisa autorizou o Instituto Butantan, em São Paulo, a iniciar a produção da Butantan-CHIK. Desenvolvida em parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valneva, a vacina utiliza vírus vivo atenuado e é destinada a pessoas de 18 a 59 anos com risco aumentado de exposição à doença.

Embora a chikungunya apresente baixa mortalidade, os sintomas podem ser incapacitantes. As dores articulares, em alguns casos, persistem por meses ou até anos e podem comprometer atividades profissionais e cotidianas. Para o infectologista Luís Fernando Aranha Camargo, do Einstein Hospital Israelita, esse impacto reforça a importância da vacinação como estratégia de saúde pública.

Em 2025, o Brasil registrou 129.123 casos prováveis de chikungunya, sendo 107.975 confirmados, além de 121 mortes, segundo dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Entre o fim daquele ano e o início de 2026, a entidade identificou aumento sustentado de casos em diferentes áreas das Américas e a retomada da transmissão local em regiões que estavam há anos sem circulação do vírus.

Atualmente, a vacinação contra a chikungunya no Brasil ocorre por meio de uma estratégia-piloto conduzida pelo Instituto Butantan, com apoio do Ministério da Saúde. A iniciativa busca avaliar o impacto da imunização em larga escala sobre a transmissão da doença e contempla municípios de Alagoas, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Sergipe e São Paulo. Até o momento, cerca de 48 mil doses foram aplicadas. O Ministério da Saúde não informou se há previsão para a oferta regular da vacina no país.

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