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Túnel de 14 km nos Andes promete ligar Atlântico e Pacífico e beneficiar comércio brasileiro

O Túnel de Agua Negra, com 14 quilômetros de extensão, vai conectar Argentina e Chile por rodovia durante todo o ano, superando os bloqueios de neve que afetam a rota atual.

Por Redação Zero Um · 25 de junho de 2026 às 19:01
Túnel de 14 km nos Andes promete ligar Atlântico e Pacífico e beneficiar comércio brasileiro

O projeto do Túnel de Agua Negra, que atravessará a Cordilheira dos Andes a mais de 4 mil metros de altitude, promete integrar permanentemente Argentina e Chile. Atualmente, o transporte terrestre entre os dois países depende da passagem Cristo Redentor, em Mendoza, que sofre frequentes interrupções no inverno devido ao acúmulo de neve. A nova rota garantirá tráfego contínuo de veículos e caminhões, reduzindo os impactos climáticos.

A obra ligará a província de San Juan, na Argentina, à região de Coquimbo, no Chile. Segundo o cônsul chileno em San Juan, Mario Schiavone, ambos os governos mantêm o compromisso de concluir o túnel. No lado chileno, equipes já trabalham na pavimentação e melhoria dos acessos, enquanto na Argentina continuam os estudos técnicos e a preparação do terreno para as escavações.

Além de beneficiar Argentina e Chile, o túnel pode impulsionar o comércio brasileiro. Cargas produzidas no Sul e Sudeste do Brasil poderão chegar aos portos chilenos no Pacífico por via terrestre, criando uma alternativa para exportações destinadas à Ásia. A expectativa é reduzir tempo de transporte e custos logísticos em comparação com rotas que usam o Atlântico e o Canal do Panamá.

Se concluído, o Túnel de Agua Negra se tornará um dos principais corredores logísticos da América do Sul, fortalecendo a integração entre os países do Mercosul e ampliando o acesso ao mercado do Pacífico. A obra é considerada histórica por seu porte e pelo impacto econômico regional.

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