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Três aldeias indígenas do Tocantins são contempladas com moradias do Minha Casa, Minha Vida Rural

Três comunidades indígenas da Ilha do Bananal receberão 30 novas moradias por meio do programa Minha Casa, Minha Vida Rural, com investimento de R$ 3,21 milhões.

Por Redação Zero Um · 03 de agosto de 2026 às 15:19
Três aldeias indígenas do Tocantins são contempladas com moradias do Minha Casa, Minha Vida Rural

As aldeias Boa Esperança, São João e JK, localizadas na Ilha do Bananal, no Tocantins, foram selecionadas em edital do Ministério das Cidades para receber unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida Rural. Serão construídas dez casas em cada comunidade, totalizando 30 moradias, com investimento superior a R$ 3,21 milhões, sendo aproximadamente R$ 107 mil por unidade.

A proposta foi apresentada pela União Nacional pela Moradia Popular (UNMP) em parceria com a União por Moradia Popular do Tocantins (UMP-TO), a partir de demanda da liderança indígena e ativista socioambiental Narubia Werreria Karajá. Das 140 propostas enviadas para comunidades indígenas no estado, apenas essas três foram aprovadas, o que representa um avanço no acesso dos povos originários a políticas públicas de habitação.

Na quinta-feira (30), representantes das entidades iniciaram visitas às comunidades para comunicar a aprovação e orientar as famílias. A primeira agenda foi na Aldeia Boa Esperança, e na sexta-feira (31) a equipe esteve na Aldeia São João. As comunidades terão seis meses para organizar a documentação das famílias interessadas, com dez beneficiários selecionados em cada aldeia. O processo inclui a elaboração de projetos de engenharia e técnico social, além da análise da Caixa Econômica Federal.

O coordenador estadual da UMP-TO, Ray Silva, que ajudou a fundar a Aldeia Boa Esperança há mais de duas décadas, destacou a emoção de voltar ao local com a conquista. Já o coordenador nacional da UNMP, Adelmario Alves, ressaltou que o projeto demonstra a possibilidade de levar moradia a populações historicamente excluídas. Narubia Werreria Karajá celebrou o pioneirismo da iniciativa, enquanto lideranças locais, como o cacique Darci Maurerri Javaé e Simone Hatxu Javaé, expressaram a alegria e a esperança de ver um sonho antigo se realizar.

Além das 30 moradias nas aldeias, a UNMP e a UMP-TO tiveram outras 495 unidades habitacionais aprovadas no mesmo edital, ampliando o alcance do programa no Tocantins.

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