Tocantins amplia coleta de DNA para localizar desaparecidos em mobilização nacional
A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins participa da quarta Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, com 12 pontos de coleta no estado.

A partir da próxima segunda-feira, 24, o Tocantins adere à quarta edição da Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A ação, coordenada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP/TO), disponibilizará 12 pontos de coleta em todo o estado, onde familiares poderão fornecer amostras de material genético gratuitamente.
Atualmente, o Tocantins registra 78 casos ativos de desaparecimento. Desses, apenas 14 já possuem amostras de DNA de familiares no Banco de Perfis Genéticos. Os outros 64 casos ainda não têm material de referência, o que dificulta a identificação. Durante esta semana, a SSP/TO realiza busca ativa para localizar essas famílias e orientá-las sobre a importância da coleta.
O procedimento de coleta é simples e indolor: um cotonete é passado na parte interna da bochecha do familiar, sem necessidade de sangue. O material é utilizado exclusivamente para comparação com perfis genéticos de pessoas encontradas vivas ou falecidas, e é descartado caso a pessoa seja localizada. Desde 2021, essa iniciativa já contribuiu para a identificação de 38 pessoas no estado.
A coleta é preferencialmente feita em familiares de primeiro grau, como pais, filhos ou irmãos biológicos. Crianças podem participar acompanhadas de responsável legal. Para doar, basta levar documento de identidade e informações do Boletim de Ocorrência, embora a cópia não seja obrigatória. Quem já coletou anteriormente não precisa repetir, e não há prazo máximo para a doação.
A mobilização ocorre em todo o Brasil, com 342 pontos de coleta, e integra as ações do Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimentos Forçados. A SSP/TO também reforça a importância de familiares comunicarem à Polícia Civil quando a pessoa desaparecida for localizada, para atualizar os registros e direcionar esforços aos casos que continuam ativos.



