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Tocantins acende alerta sobre saúde mental no trabalho após recorde de afastamentos no Brasil

O Brasil registrou 546.254 afastamentos por transtornos mentais em 2025, maior número da série histórica, e especialistas apontam que o Tocantins precisa redobrar a atenção devido à informalidade e subnotificação.

Por Redação Zero Um · 15 de junho de 2026 às 08:20
Tocantins acende alerta sobre saúde mental no trabalho após recorde de afastamentos no Brasil

Dados do Ministério da Previdência Social revelam que os afastamentos por transtornos mentais e comportamentais cresceram 16% em 2025 em relação ao ano anterior, atingindo o recorde de 546.254 casos. Ansiedade, depressão e outros transtornos emocionais lideram as causas, com mulheres representando 63% dos afastados e idade média de 41 anos. Muitos trabalhadores ficam afastados por mais de três meses.

Embora as regiões Sul e Sudeste concentrem os maiores números, especialistas alertam que os índices mais baixos no Norte podem esconder uma realidade preocupante devido à menor cobertura previdenciária, alta informalidade e subnotificação. No Tocantins, onde o mercado de trabalho é dominado por serviços, comércio e administração pública, o debate ganha relevância.

Profissionais de saúde mental apontam que sobrecarga, pressão por resultados, insegurança profissional, assédio moral e jornadas exaustivas impactam diretamente a qualidade de vida dos trabalhadores. A preocupação se intensifica com a entrada em vigor da atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) em 26 de maio, que obriga empresas a identificar e gerenciar riscos psicossociais no ambiente de trabalho.

O impacto econômico também é significativo: em 2025, os afastamentos por transtornos mentais custaram cerca de R$ 954 milhões aos cofres públicos. Especialistas defendem que a prevenção deve ser tratada como estratégia de gestão e direito do trabalhador, com criação de ambientes saudáveis, espaços de escuta, políticas de acolhimento e capacitação de lideranças.

No Tocantins, a discussão ocorre em momento crucial, diante dos desafios enfrentados por servidores públicos, profissionais da saúde, educação e trabalhadores do setor privado. O avanço das exigências legais e o crescimento dos casos colocam a saúde mental no centro da agenda das organizações, exigindo ações concretas para evitar que o trabalho continue sendo fonte de sofrimento emocional.

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