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Tiago Dimas lidera repasses do Podemos no Tocantins; estaduais dependem de recursos próprios

Levantamento da Gazeta do Cerrado com base nas prestações de contas ao TSE mostra que Tiago Dimas concentra mais de R$ 1 milhão do partido, enquanto candidatos estaduais como Carlos Amastha e Marycats receberam menos de R$ 1 mil.

Por Redação Zero Um · 07 de setembro de 2026 às 14:10
Tiago Dimas lidera repasses do Podemos no Tocantins; estaduais dependem de recursos próprios

A distribuição de recursos do Podemos para as eleições no Tocantins revela um contraste entre as candidaturas a deputado federal e estadual. Segundo dados das prestações de contas enviadas à Justiça Eleitoral, Tiago Dimas, candidato a federal, recebeu R$ 1.019.500 do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e mais R$ 752,17 do Fundo Partidário, totalizando R$ 1.020.252,17. Maria do Jalapão, também candidata a federal, aparece em seguida com R$ 215.752,17, todos vindos de doações partidárias. Já o ex-governador Sandoval Cardoso registrou R$ 79.402,17, sendo R$ 62 mil em recursos financeiros e R$ 17.402,17 em recursos estimáveis.

Entre os postulantes à Assembleia Legislativa, a realidade é diferente. Carlos Amastha e Marycats da Causa Animal receberam apenas R$ 752,17 cada um do partido, o que representa menos de 3% de suas arrecadações. Marcos Júnior lidera entre os estaduais com R$ 331,5 mil, mas 92,31% desse valor veio de doações de pessoas físicas. Ksarin declarou R$ 145 mil, dos quais R$ 125 mil são recursos próprios (86,21%). Luana Ribeiro e Júnior Diamantino também dependem majoritariamente de fontes pessoais ou de doações individuais.

A diferença na origem dos recursos evidencia uma estratégia partidária: enquanto as campanhas federais recebem aportes significativos do Podemos, as estaduais são bancadas principalmente por esforço próprio ou apoio de eleitores. Especialistas apontam que isso pode refletir prioridades eleitorais da legenda no estado, que concentra esforços em fortalecer sua bancada federal.

Os dados são preliminares e podem mudar até o fim da campanha, já que novas transferências e doações podem ser registradas. A Justiça Eleitoral divulgará os valores finais após o pleito.

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