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Tereza Cristina aceita ser vice de Flávio Bolsonaro, mas aliança depende de aval partidário

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) comunicou a aliados que aceitou o convite para ser candidata a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), informou a Gazeta do Cerrado.

Por Redação Zero Um · 30 de julho de 2026 às 18:10
Tereza Cristina aceita ser vice de Flávio Bolsonaro, mas aliança depende de aval partidário

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) sinalizou a aliados, nesta quinta-feira (30), que aceitou o convite para compor como vice na chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL). A informação foi divulgada pela Gazeta do Cerrado. A formação da chapa, no entanto, ainda depende da aprovação da Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, além da confirmação em convenção partidária do PP.

Após a manifestação favorável da senadora, o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, iniciou consultas aos diretórios estaduais para avaliar o apoio à possível aliança. Até então, a estratégia predominante da federação era manter neutralidade na disputa presidencial, priorizando acordos regionais e o fortalecimento das candidaturas aos governos estaduais e ao Congresso Nacional.

Mesmo com o avanço das conversas, integrantes da cúpula do PP ainda avaliam que uma composição com o PL enfrenta resistência. Nos bastidores, Tereza Cristina é apontada como a principal escolha do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. A avaliação da legenda é de que a senadora agregaria força política à candidatura de Flávio Bolsonaro, especialmente pela representatividade junto ao agronegócio e pela possibilidade de aproximar a Federação União Progressista da aliança.

Aos 72 anos, Tereza Cristina é natural de Campo Grande (MS), onde construiu sua carreira política. Empresária e produtora rural, tornou-se uma das principais representantes do agronegócio no Congresso. Foi deputada federal entre 2015 e 2019 e comandou o Ministério da Agricultura durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022.

Nas últimas semanas, a parlamentar vinha sendo procurada por dirigentes do PL e representantes do setor agropecuário para aceitar o convite. Segundo relatos de integrantes das negociações, uma conversa realizada na quarta-feira (29) teria sido decisiva para que a senadora reconsiderasse sua posição. Até poucos dias atrás, Tereza Cristina resistia à possibilidade de disputar a vice-presidência, preferindo permanecer no Senado e trabalhar para disputar a presidência da Casa em 2027.

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