Segurança pública além das armas e viaturas: especialista defende integração e tecnologia
Em artigo publicado no portal Cleber Toledo, o especialista em segurança pública Wlademir Costa Mota Oliveira argumenta que o enfrentamento à criminalidade no Brasil precisa ir além do reforço de armamento e efetivo policial, propondo uma abordagem baseada em evidências, participação social e investigação financeira.

Em artigo publicado nesta quarta-feira (10) no portal Cleber Toledo, o especialista Wlademir Costa Mota Oliveira defende que a segurança pública brasileira precisa superar o modelo centrado exclusivamente em armas, viaturas e policiamento ostensivo. Com mais de três décadas de experiência entre a caserna e a delegacia, ele afirma que a criminalidade se transformou — organizada em redes transnacionais com contabilidade, advogados e tecnologia — e que a repressão isolada não é suficiente.
Oliveira destaca a Lei nº 13.675/2018, que criou o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), como um marco ao estabelecer planejamento integrado, baseado em evidências e com participação social. Ele cita os Conselhos de Segurança Pública e Defesa Social como espaços subutilizados, que muitas vezes se limitam a reclamações em vez de atuarem como centros estratégicos de planejamento.
O texto também aborda a violência policial, apontando que a maioria das vítimas de mortes por intervenção policial são jovens negros das periferias. Para o autor, enfrentar esse padrão não é atacar a polícia, mas fortalecê-la, substituindo a cultura do confronto por treinamento contínuo, protocolos atualizados e tecnologia de monitoramento.
Por fim, Oliveira defende o uso de inteligência artificial, videomonitoramento e georreferenciamento para orientar o policiamento por evidências, e enfatiza a necessidade de investigação financeira e cooperação entre instituições para desestabilizar o crime organizado, que hoje opera como corporação transnacional.



