Satélites reforçam vigilância contra desmatamento na Amazônia
Imagens de satélite permitem monitorar o desmatamento na Amazônia quase em tempo real, agilizando a fiscalização e a aplicação de multas.

O monitoramento da Amazônia por satélite tornou-se uma ferramenta essencial para combater o desmatamento ilegal. Sistemas como o DETER, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), emitem alertas a cada cinco dias, indicando coordenadas exatas onde a floresta foi suprimida. Isso permite que equipes de fiscalização ajam rapidamente, antes que os responsáveis deixem a área.
Além dos satélites brasileiros, como os da série Landsat, parceria entre Nasa e USGS, o monitoramento incorpora dados dos europeus Sentinel-2 e do radar japonês ALOS-2, que conseguem enxergar através das nuvens, um desafio constante na região tropical. Algoritmos comparam imagens atuais com registros anteriores, detectando mudanças na cobertura vegetal pela diferença na reflexão da luz infravermelha.
A inteligência artificial tem papel crescente na análise. Redes neurais treinadas pelo Imazon, por exemplo, diferenciam desmatamento real de queimadas naturais ou desbaste, reduzindo alarmes falsos. Satélites comerciais de alta resolução, como a frota Dove da Planet, captam detalhes de até 3 metros, identificando caminhões de madeira e trilhas de extração seletiva.
Apesar dos avanços, há limitações. Desmatamentos em áreas menores que meio hectare podem passar despercebidos por sensores de média resolução. Além disso, o tempo entre a captura da imagem e a confirmação do alerta ainda pode levar horas, atrasando a resposta. Mesmo assim, a transparência gerada por plataformas como o Global Forest Watch inibe crimes, ao permitir que qualquer pessoa acompanhe as mudanças na floresta.



