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Safra 2026/2027 no Cerrado exige planejamento diante de chuvas irregulares

Produtores do Cerrado se preparam para a safra 2026/2027 com atenção redobrada ao clima e ao manejo, diante da previsão de El Niño até março.

Por Redação Zero Um · 10 de setembro de 2026 às 02:16
Safra 2026/2027 no Cerrado exige planejamento diante de chuvas irregulares

Às vésperas da safra 2026/2027, produtores do Cerrado intensificam o planejamento para um ciclo que deve ser marcado por desafios climáticos. No MATOPIBA, Pará, Rondônia e Mato Grosso, a distribuição das chuvas será um dos principais pontos de atenção.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as condições de El Niño devem persistir até o fim do verão, em março. Nesse cenário, áreas produtoras podem enfrentar maior irregularidade das chuvas e temperaturas elevadas. Por isso, o planejamento antes do plantio ganha importância, com a definição da janela de semeadura e os cuidados com o solo para reduzir riscos.

Para Gabriel Casarotti, coordenador de inteligência de negócios da ORÍGEO, o produtor precisa considerar diferentes cenários ao longo da safra. Ele afirma que a previsão de períodos mais secos e chuvas irregulares pode afetar o estabelecimento das culturas e elevar o risco de estresse hídrico em fases importantes do desenvolvimento. O especialista destaca ainda a importância de acompanhar as condições climáticas antes e durante o ciclo, definindo bem a janela de semeadura, preparando o solo para conservar água e monitorando a lavoura.

No MATOPIBA, a distribuição das chuvas terá papel importante na implantação das lavouras. Áreas que aproveitarem melhor as primeiras precipitações poderão estabelecer as plantas com mais segurança. Outro ponto envolve a conservação da umidade: com temperaturas mais altas, as plantas aumentam a demanda por água e o solo pode perder umidade mais rapidamente. Práticas como cobertura do solo e plantio direto ganham relevância, assim como a correção da fertilidade, que contribui para o desenvolvimento das raízes e o melhor aproveitamento da água disponível.

Em Mato Grosso, o manejo de pragas continua entre as principais decisões da safra. O estado mantém forte participação na produção de soja, milho e algodão, e o monitoramento de insetos deve receber atenção desde as primeiras fases das lavouras. Entre os alvos citados estão o bicudo-do-algodoeiro, espécies de Spodoptera e percevejos. A identificação precoce de problemas pode facilitar a tomada de decisão e ajustar o manejo conforme a evolução da lavoura.

No Pará, uma eventual redução ou irregularidade das chuvas pode afetar o ciclo da soja e reduzir a janela disponível para culturas implantadas em sucessão. Em Rondônia, a chegada do período seco reforça a importância da época de implantação, e a umidade armazenada no solo pode ter papel importante para as culturas durante períodos de menor precipitação. Para Casarotti, a preparação começa antes da semeadura, com acompanhamento das previsões climáticas, definição da melhor janela de plantio, cuidado com a estrutura e a umidade do solo e uma rotina de monitoramento. Ele ressalta que o produtor não controla o clima, mas pode se preparar para diferentes cenários.

Fundada em 2022, a ORÍGEO é uma joint venture entre Bunge e UPL que oferece soluções sustentáveis e técnicas de gestão para grandes agricultores do Cerrado. A companhia atua na Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rondônia e Tocantins, com foco em produtividade, rentabilidade e sustentabilidade.

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