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Roberval Marco: 'O poder está nos rastros' – análise sobre sinais políticos antes das eleições

Em artigo publicado no portal Cleber Toledo, o consultor Roberval Marco defende que a política moderna exige mais capacidade de interpretar sinais do que apenas acompanhar resultados.

Por Redação Zero Um · 23 de junho de 2026 às 08:40
Roberval Marco: 'O poder está nos rastros' – análise sobre sinais políticos antes das eleições

Faltando pouco mais de 100 dias para as eleições, o consultor Roberval Marco publicou uma análise no portal Cleber Toledo em que propõe uma reflexão sobre como as campanhas políticas devem se preparar para o período decisivo. Segundo ele, o foco excessivo em resultados retrospectivos, como pesquisas de opinião, pode gerar uma falsa sensação de segurança e esconder movimentos que já estão em curso.

Marco argumenta que toda mudança política relevante começa antes de se tornar visível nos números. Ele chama esses indícios de 'rastros' – sinais que aparecem em conversas, mudanças de percepção e comportamentos que, isoladamente, parecem irrelevantes, mas que, observados em conjunto, revelam tendências importantes. O autor critica a tendência de campanhas ignorarem esses sinais ou confundi-los com ruído.

O texto também aborda a armadilha das pré-campanhas: ambientes favoráveis e eventos concorridos podem transmitir uma impressão de controle que não corresponde à percepção externa. Marco cita o linguista George Lakoff para sustentar que as pessoas interpretam a realidade a partir de estruturas mentais e percepções, não apenas de fatos. Por isso, a vantagem competitiva estaria em compreender o ambiente, e não em falar mais alto.

Ao final, o consultor reforça que, embora os resultados eleitorais ainda não tenham aparecido, os movimentos que os produzirão já começaram. A diferença entre surpreender e ser surpreendido, conclui, está na capacidade de interpretar esses rastros antes que se transformem em realidade concreta.

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