Produção industrial do Tocantins cresce em junho, mas emprego e crédito seguem em queda, aponta Fieto
A produção industrial do Tocantins registrou recuperação em junho, mas a queda no emprego e o acesso restrito ao crédito mantêm o setor em estado de cautela, segundo a Sondagem Industrial da Fieto.

A produção industrial do Tocantins apresentou recuperação em junho, conforme a Sondagem Industrial divulgada nesta sexta-feira (31) pela Federação das Indústrias do Estado (Fieto). O índice de evolução da produção subiu de 48 pontos em março para 51 em junho, ultrapassando a linha dos 50 pontos, que separa retração de crescimento, igualando o desempenho do mesmo período de 2025.
No entanto, o mercado de trabalho no setor seguiu em trajetória oposta. O indicador de evolução do número de empregados caiu de 48 para 45 pontos entre março e junho, resultado inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, indicando uma retração mais disseminada do emprego formal na indústria tocantinense.
A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) cresceu três pontos percentuais, alcançando 63% em junho. Apesar da melhora, o indicador permanece abaixo da média histórica para o mês (67%), do índice de junho do ano passado e da média nacional, que é de 70%.
No segundo trimestre, houve leve melhora na satisfação com a margem de lucro operacional, que passou de 39 para 40 pontos, e avanço na satisfação com a situação financeira, subindo de 42 para 45 pontos. Como ambos os índices seguem abaixo dos 50 pontos, a percepção dos empresários quanto ao cenário financeiro dos negócios continua sendo de insatisfação.
O levantamento revela ainda que o acesso ao crédito voltou a piorar no Estado, com o indicador recuando de 37 para 33 pontos, evidenciando maiores dificuldades para obtenção de financiamentos. Entre os principais entraves relatados pelas indústrias, a competição desleal lidera o ranking, apontada por 30,3% dos entrevistados, seguida pela elevada carga tributária (25,8%), taxa de juros alta (22,7%) e, empatados com 18,2%, escassez ou custo de mão de obra qualificada, valor das matérias-primas e demanda interna insuficiente.
A intenção de investir permaneceu estável em julho, marcando 49 pontos, mas abaixo do patamar do ano passado e da média histórica, sinalizando maior contenção nas decisões de aporte financeiro. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) recuou de 48,8 para 46,6 pontos em julho, puxado pela queda nas Expectativas, que caiu para 48,5 pontos, confirmando falta de confiança para os próximos seis meses, embora persista otimismo moderado sobre a gestão individual das empresas.



