Prefeito de Nova York avalia prender Netanyahu durante Assembleia Geral da ONU
O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, declarou que estuda a possibilidade de prender o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu durante sua participação na Assembleia Geral da ONU em setembro.

Em entrevista divulgada neste sábado (18), Mamdani afirmou que sua equipe analisa a viabilidade jurídica de cumprir o mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra Netanyahu em novembro de 2024, que o acusa de crimes de guerra e crimes contra a humanidade.
O prefeito ressaltou que qualquer ação dependerá da autoridade legal da polícia de Nova York e que respeitará as leis municipais e federais, sem criar regras próprias. Ele defendeu que Netanyahu deveria estar em Haia, sede do TPI, e não em Nova York.
Netanyahu planeja viajar aos Estados Unidos em setembro para discursar na ONU. No ano passado, ele alterou sua rota aérea para evitar o espaço aéreo de países europeus signatários do TPI, como França e Espanha, voando pelo Mar Mediterrâneo para minimizar riscos de detenção.
Vale destacar que os Estados Unidos e Israel não são signatários do tratado do TPI, o que pode limitar a aplicação do mandado em território americano. A declaração de Mamdani gerou debate sobre os limites legais e a atuação da polícia local.



