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Porcelanato estufado: problema raramente é defeito da peça, aponta norma técnica

Pisos de porcelanato que estufam e estalam no meio da sala geralmente indicam falta de junta de movimentação, como exige a norma brasileira.

Por Redação Zero Um · 02 de setembro de 2026 às 20:59
Porcelanato estufado: problema raramente é defeito da peça, aponta norma técnica

Moradores frequentemente atribuem o estufamento do porcelanato a um defeito do produto, mas na maioria dos casos a causa está na execução da obra. A norma técnica NBR 13753 estabelece que, em áreas internas, deve ser prevista uma junta de movimentação sempre que o pano de piso ultrapassar 32 metros quadrados ou quando uma das dimensões for maior que 8 metros lineares. Em locais expostos ao sol ou umidade, esses limites caem para 20 metros quadrados e 4 metros, respectivamente.

A junta de movimentação é um corte que atravessa todo o revestimento, preenchido com material flexível, para absorver os movimentos de dilatação e retração. Ela não deve ser confundida com o espaçamento entre as peças, que serve apenas para acomodar variações dimensionais. Sem esse espaço, a tensão se acumula e pode vencer a aderência da argamassa, provocando o descolamento e o levantamento do piso.

Os locais mais críticos são áreas de serviço com acesso ao quintal, varandas ensolaradas, corredores longos e ambientes integrados, como sala e cozinha, onde o pano visualmente contínuo ultrapassa os limites sem que se perceba. Em apartamentos térreos, a continuidade com a área privativa externa também pode exigir atenção especial.

Para verificar se a junta foi executada, basta observar se há uma linha contínua, geralmente com selante flexível, atravessando o piso. Um som oco ao bater no piso indica que a peça já se descolou. Antes de reclamar com a construtora ou o instalador, é importante medir o ambiente e conferir a versão vigente da norma, pois a garantia do produto não cobre erros de assentamento.

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