Polícia Civil explica ausência de prisão em flagrante do pai de Gustavo no dia da morte
A Polícia Civil esclareceu os motivos pelos quais o pai do menino Gustavo Veloso Feitosa não foi preso no dia do ocorrido e detalhou os avanços da investigação.

Em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (6), o delegado Eduardo Menezes, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas, explicou que Igor Gustavo Veloso de Sousa procurou espontaneamente a polícia para comunicar a morte do filho, apresentando a versão de afogamento. Segundo o delegado, com base apenas nessa informação inicial, não havia elementos jurídicos que justificassem uma prisão em flagrante naquele momento.
O delegado afirmou que as diligências e os exames periciais passaram a indicar que a morte ocorreu em circunstâncias diferentes das relatadas pelo pai. A prisão preventiva de Igor e da companheira dele só foi solicitada após a chegada do laudo cadavérico oficial, que embasou a representação encaminhada ao Poder Judiciário. "Não havia como pedir a prisão sem demonstrar as circunstâncias da morte", disse Menezes.
Conforme a Polícia Civil, o laudo identificou lesões incompatíveis com afogamento, informação considerada determinante para o avanço das investigações e para afastar a versão inicial apresentada. A participação de cada investigado e a eventual responsabilização da companheira do pai ainda serão definidas com a conclusão do inquérito.
O delegado ressaltou que a investigação foi conduzida em "tempo recorde", desde o atendimento da ocorrência até o cumprimento dos mandados de prisão. Ele também comentou a complexidade do caso, afirmando que, em 19 anos de carreira na Polícia Civil, este está entre os mais difíceis que já investigou, o que reforça o compromisso da equipe em esclarecer completamente as circunstâncias da morte da criança.



