Palmas registra superávit de US$ 100,7 milhões na balança comercial no 1º semestre
Palmas fechou o primeiro semestre de 2026 com saldo positivo de US$ 100,7 milhões na balança comercial, impulsionada pelas exportações de soja.

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Empreendedorismo (Sedeem) divulgou levantamento do Observatório Econômico que aponta superávit de US$ 100,7 milhões na balança comercial de Palmas entre janeiro e junho de 2026. O estudo, baseado em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC/Comex Stat), mostra que a capital movimentou US$ 192,8 milhões em operações de comércio exterior no período.
As exportações totalizaram US$ 146,8 milhões, enquanto as importações somaram US$ 46,1 milhões. Com esse desempenho, Palmas manteve a 4ª posição entre os maiores exportadores do Tocantins e a 2ª colocação estadual em volume de importações, reforçando seu papel como polo logístico e de distribuição.
A soja liderou a pauta exportadora, representando cerca de 97% das vendas externas, com aproximadamente US$ 142 milhões comercializados. A China foi o principal destino, concentrando 87% das exportações da capital, seguida por Países Baixos, Japão, Egito e Irã.
O economista do Observatório Econômico da Sedeem, Victor Hugo Rocha de Lima, destacou que os indicadores mostram solidez da economia local mesmo diante de um cenário internacional desafiador. “Isso demonstra a solidez da economia local e revela oportunidades para atrair novos investimentos, diversificar a produção, agregar valor às cadeias produtivas e fortalecer a inserção da Capital no mercado internacional”, afirmou.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Empreendedorismo, Henrique Nesello, ressaltou que os números refletem o fortalecimento do ambiente de negócios. “Mesmo diante de um cenário internacional desafiador, mantivemos um superávit expressivo e reforçamos nossa posição como polo logístico e de negócios do Tocantins”, disse.
O levantamento também aponta oportunidades para ampliar a competitividade, como a industrialização da cadeia da soja, expansão da logística, fortalecimento do comércio exterior e diversificação da base exportadora.



