Palmas realiza censo para mapear comunidades de matriz africana
A Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria Extraordinária de Igualdade Racial e Direitos Humanos, iniciou o censo dos povos e comunidades tradicionais de matriz africana para subsidiar políticas públicas.

A Secretaria Extraordinária de Igualdade Racial e Direitos Humanos de Palmas (Seirdh) realizou, na terça-feira (14), uma reunião de apresentação e alinhamento do Censo dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana. O encontro ocorreu na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Sedes) e contou com a participação de lideranças religiosas, representantes de comunidades tradicionais e a equipe técnica da secretaria.
O objetivo do levantamento é mapear as comunidades de matriz africana no município, reunindo informações que orientarão a elaboração de políticas públicas voltadas ao reconhecimento, proteção e promoção dos direitos dessas populações. A iniciativa segue o lema 'Conhecer para reconhecer. Reconhecer para garantir direitos'.
Durante a abertura, o secretário Joelson Soares destacou que o censo faz parte de um planejamento mais amplo da gestão municipal, baseado na escuta das próprias comunidades. 'Quem mais entende do que eles precisam são eles. Quem sabe das dores que passam? Quem sabe das injustiças que sofrem?', afirmou.
Representantes de terreiros manifestaram expectativas positivas. William Vieira, babalorixá do Ilê Odé Oyá, no Jardim Aureny II, disse que o censo pode permitir a construção de um plano municipal para combater a intolerância e o racismo religioso. Pai Marcelo de Oxóssi, dirigente de terreiro no Jardim Taquari, reforçou que o reconhecimento institucional fortalece a atuação das comunidades e reafirma sua importância social.



