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Operação Harvest desarticula quadrilha especializada em roubo de agrotóxicos no Tocantins

O Gaeco do Tocantins cumpre oito mandados de busca e apreensão contra organização criminosa suspeita de roubar defensivos agrícolas em fazendas do estado e da Bahia.

Por Redação Zero Um · 27 de agosto de 2026 às 12:10
Operação Harvest desarticula quadrilha especializada em roubo de agrotóxicos no Tocantins

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Tocantins deflagrou, nesta quinta-feira (27), a Operação Harvest, que cumpre oito mandados de busca e apreensão em Brasília (DF), Luziânia (GO), Luis Eduardo Magalhães (BA) e Barreiras (BA). A ação mira uma organização criminosa especializada no roubo de agrotóxicos em propriedades rurais, com atuação identificada entre 2025 e o primeiro trimestre de 2026.

Segundo o Gaeco, o grupo era estruturado em núcleos responsáveis pela articulação, logística, execução e segurança. Entre os integrantes estão dois policiais militares da Bahia, que faziam a escolta armada do caminhão-baú usado nos crimes, e um fazendeiro de Barreiras, que ocultava os produtos roubados em sua propriedade até a revenda ilegal. Além de defensivos agrícolas, o grupo também subtraía outros bens valiosos encontrados nas fazendas.

Um dos crimes atribuídos à organização ocorreu em 31 de janeiro de 2026, no município de Almas (TO). Homens armados invadiram uma fazenda, mantiveram funcionários em cárcere privado por horas e roubaram agrotóxicos avaliados em cerca de R$ 340 mil, além de armas de fogo e uma caminhonete. Durante a fuga, parte dos criminosos capotou o veículo roubado, enquanto o caminhão com os produtos seguiu escoltado até a divisa com a Bahia e depois para a zona rural de Barreiras.

A Operação Harvest contou com o apoio do Gaeco/BA, das polícias penais e militares de Goiás e Tocantins, além de unidades especializadas da Polícia Militar da Bahia. O nome da operação, que significa "colheita" em inglês, faz referência ao modus operandi do grupo, que monitorava grandes propriedades e atacava no momento em que os lotes de defensivos estavam armazenados, usando violência para realizar a "colheita" ilícita.

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