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Oito em cada dez casos de câncer de cabeça e pescoço no Brasil são diagnosticados tardiamente

No Brasil, cerca de 80% dos pacientes com câncer de cabeça e pescoço descobrem a doença em estágio avançado, o que reduz as chances de cura e aumenta a complexidade do tratamento.

Por Redação Zero Um · 23 de julho de 2026 às 11:00
Oito em cada dez casos de câncer de cabeça e pescoço no Brasil são diagnosticados tardiamente

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam que, entre 2026 e 2028, o Brasil deverá registrar aproximadamente 126.450 novos casos de câncer da cavidade oral, tireoide e laringe, uma média de 42.150 diagnósticos por ano. No Tocantins, a projeção é de 420 novos casos no mesmo período, cerca de 140 por ano.

O diagnóstico tardio é apontado como o principal desafio. A cirurgiã-dentista Janini Rosas, membro da Organização Nacional de Acreditação (ONA), explica que muitos pacientes ignoram sintomas como rouquidão persistente, feridas na boca que não cicatrizam e dificuldade para engolir. "Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as possibilidades de preservar funções importantes, como falar, mastigar, respirar e engolir, além de aumentar significativamente as chances de cura", afirma.

O câncer de cavidade oral e orofaringe deve atingir cerca de 17,2 mil brasileiros por ano, com maior incidência entre os homens (12,3 mil casos anuais). A doença ocupa a sétima posição entre os tipos de câncer mais frequentes no país, excluindo o melanoma. Fatores de risco incluem tabagismo, consumo excessivo de álcool, exposição solar sem proteção, infecção por HPV e obesidade.

Já o câncer de tireoide, embora tenha alta taxa de cura quando detectado precocemente, deve afetar cerca de 16,4 mil brasileiros por ano, com quatro em cada cinco casos em mulheres. A exposição à radiação na infância, histórico familiar e deficiência de iodo estão entre os principais fatores de risco.

A especialista reforça a importância de procurar um profissional de saúde diante de sinais como feridas que não cicatrizam por mais de 15 dias, manchas brancas ou avermelhadas, dor persistente e dificuldade para engolir. O diagnóstico precoce é fundamental para um tratamento menos agressivo e melhores resultados.

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